O mundo acadêmico do UX e Design de interação

Como tudo na vida, educação faz a diferença. No mercado de trabalho não seria diferente. Dentro da empresa que trabalho sentimos a dificuldade de encontrar profissionais bem preparados para encarar os desafios diários da nossa profissão. Além disso, ouvimos a mesma dificuldade de colegas da área.

Olha o Ananda Matos de modeletes!!! Education Summit no Interaction South America.

No último ano tive uma experiência incrível de lecionar para turmas da graduação, pós-graduação e, também estive presente na organização do Education Summit no Interaction South America.

Construção de fluxos e arquitetura

Percebi que em algumas regiões do País o ensino dessas disciplinas estão bem consistentes, em outras, ainda existe a necessidade de capacitação. Já é de conhecimento geral, que mudar uma grade curricular do curso de Design não é algo simples. Design de interação ou design de interface não são disciplinas apenas de especialização, elas já podem estar presentes na graduação. É importante sair da universidade sabendo requisitos básicos dessas disciplinas, como arquitetura de informação, wireframes, desenho de fluxos e construção da parte estética, as guias de estilo.

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Durante as aulas, tanto na graduação quanto na pós, os alunos mostravam uma necessidade por mais conteúdo, atividades e projetos. A curiosidade de como aplicar um teste de usabilidade em um projeto que eles mesmos construíram foi um desejo constante. A curiosidade não teve limites, eles queriam saber como aplicar, como extrair informações, como compilar esses dados e ajustar na interface.

Durante algumas dinâmicas os estudantes precisavam defender as ideias junto aos colegas, isso os deixou bem satisfeitos. As discussões e amadurecimento da própria argumentação ficaram evidentes entre eles. As aulas que lecionei passavam por atividades bem práticas, mas aplicando conceitos bem conhecidos de Jesse James Garrett ou Don Norman.

A estrutura da aula foi construida em cima dos conceitos do Garret, utilizando os elementos de interface:

  1. História das interfaces e interações
  2. Teoria sobre o design de interação e interfaces
  3. Definição da estratégia do projeto
  4. Levantamento de requisitos
  5. Construção dos fluxos
  6. Validação com a turma (dinâmica de avaliação)
  7. Desenho de wireframes
  8. Ferramentas de prototipação
  9. Teste de usabilidade (construção de roteiros, aplicação e compilação)
  10. Ajustes estruturais da proposta
  11. Construção das guias de estilos
  12. Apresentação e defesa do projeto

As dinâmicas envolveram e engajaram as equipes em conversas e discussões sobre os pontos mais problemáticos do desenvolvimento, como fizeram os ajustes, utilização de ferramentas de prototipação, e assim por diante.

Isso é só um resuminho do que foi ser uma profissional dentro do mundo acadêmico. É claro, tenho muito o que aprender com esse universo, mas, não podemos esquecer de conversar sobre esse tópico dentro da graduação. Precisamos muito de profissionais que entendam de ferramentas de UX, como aplicar e, mais importante, como traduzir isso em projeto. Essas questões só fortalecem a área ;)

Sigam-me os bons @prbprado

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O mundo acadêmico do UX e Design de interação was originally published in UX Collective Brasil on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.

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