Precisamos conversar sobre os millennials e geração Z

A segmentação de público exerce um papel muito importante para o sucesso de uma empresa. E aquelas publicidades tradicionais, marcadas pela impessoalidade já perderam boa parte do seu poder de persuasão. Os consumidores necessitam de ações de marketing específicas para prender sua atenção.

E assim como se as tecnologias avançam rapidamente a sociedade também acompanha o mesmo ritmo — se uma marca ainda está tentando decifrar as expectativas dos millennials, é preciso ter a consciência que já passou da hora de começar a decifrar a geração Z.

Pensando nisso, elaboramos um post com algumas características-chave para conhecer melhor cada uma dessas gerações. Confira!

Como diferenciar os millennials da geração Z?

Ao estabelecerem suas estratégias de marketing, existe uma tendência das organizações em agrupar os millennials como na mesma categoria que a geração Z, ou pelo menos, como irmãos mais velhos dessa nova geração. Talvez isso se justifique pelo fato de que ambos os grupos são representados por pessoas extremamente ligadas a era digital.

No entanto, apesar das duas categorias estarem familiarizadas com o mundo virtual, é importante ter a consciência de que eles não consomem mesmo tipo de conteúdo; fator este que pode ser determinante para obter êxito nas suas campanhas de comunicação.

Os millennials são aqueles que se encontram entre a faixa etária de 19 aos 35 anos, nascidos nos anos 80. A geração Z, por sua vez, é composta por pessoas com idades entre 11 e 18 anos. Isto é, os millennials são os predecessores da geração Z, nascidos nos anos 80.

Nesse sentido, afirmar que uma mesma abordagem que seja legal para um jovem de 28 anos repercuta com igual efeito para outro de 16 é uma postura um pouco arriscada.

Os jovens da geração Z são totalmente públicos e independentes. E assim como qualquer adolescente que gosta de ser ouvido, eles possuem cada vez mais recursos para se expressarem.

A geração Z é nativa do ambiente virtual — não conhece uma vida sem acesso à internet e mídias sociais. Por esse motivo, estão mais habilitados a usarem as diversas plataformas disponíveis no mercado:

  • Instagram;
  • Twitter;
  • Facebook;
  • LinkedIn;
  • Snapchat, dentre outras.

Isso significa que, a geração Z consegue interagir com todas elas simultaneamente e utiliza das microinterações para coletar dados, mostrar suas aspirações, compartilhar particularidades da vida real; tudo isso em poucos cliques.

Como as empresas podem se conectar com cada uma delas?

A geração Z é mais aberta ao papel dos influenciadores digitais do que os millennials

Uma tendência que se tornou extremamente popular no marketing atual é a utilização dos influenciadores digitais. Eles parecem mais genuínos e íntimos ao público, o que contribui para um maior engajamento com o seu público.

A estratégia dos influenciadores digitais já provou ser excelente para segmentar dados demográficos da audiência mais jovem. E o conteúdo que eles produzem geralmente consegue uma repercussão muito superior aos criados internamente pelas marcas.

Entretanto, o marketing dos influenciadores não é uma solução absoluta para as duas gerações. Por mais que se mostre eficiente, os consumidores millennials não apresentam o nível de receptividade tão grande quanto o da geração Z.

Imagine, por exemplo, a proporção de adolescentes que acompanham os canais dos seus YouTubers favoritos. Depois compare com a quantidade de pessoas por volta dos 30 anos que você já ouviu ter esse hábito.

Para a geração Z, os influenciadores representam mais que um simples entretenimento. Existe uma relação de autoridade e confiança sobre os materiais e produtos divulgados naquele espaço.

Logo, para que o investimento de uma campanha focada nos influenciadores de marketing seja bem-sucedido, é fundamental a escolha da pessoa certa para comunicar com público-alvo.

É preciso entender quais os influenciadores estão em alta popularidade com aquela audiência; você certamente observará que estes nomes não são os mesmos que os millennials vêm acompanhando.

A geração Z não faz tanta compra online quanto os millennials

Com o avanço das tecnologias e a crescente presença de consumidores no ambiente virtual, as marcas de varejo estão apostando no crescimento de vendas on-line. Podemos encarar essa realidade pelo fato desta modalidade ser muito mais cômoda aos compradores, que podem adquirir os produtos de suas marcas preferidas no conforto de suas casas.

A grande surpresa para este segmento é que, embora a geração Z seja nativa do meio digital e esteja acostumada a utilizar as mais variadas plataformas, são os millennials que representam o maior índice de compras virtuais.

Tal situação se explica pela razão de os consumidores da geração Z serem bem mais jovens e, via de regra, não possuírem renda própria. Eles também necessitam do auxílio dos pais para orientá-los nas compras.

Isso não significa que os consumidores da geração Z não se adaptarão às compras virtuais em um futuro próximo. Porém a situação exige das empresas um pouco mais de dedicação para contornar este obstáculo no presente momento.

A geração Z não quer nada que não seja real

Nos dias de hoje, a autenticidade é um elemento crucial para o sucesso das ações de marketing de qualquer empresa. E os consumidores millennials foram os pioneiros nessa exigência, eles não querem saber de histórias manipuladas, propagandas frias e discrepantes da realidade.

Para a geração Z esse aspecto é ainda mais relevante. Já manifestaram vontade de estreitar os laços com suas marcas preferidas, a necessidade de se sentir como se fizesse parte do time da empresa. Por essa razão, a construção de uma campanha de marketing deve expressar, acima de tudo, credibilidade.

A geração Z valoriza a responsabilidade social

A geração Z também se destaca pela sua preocupação com a responsabilidade social. No momento de realizar suas compras ou escolher as marcas de sua preferência, além da qualidade dos produtos ou prestação de serviços eles buscam por empresas em que ofereçam um bem maior, ou seja, que pratiquem um comportamento socialmente responsável.

A geração Z está interessada na igualdade:

  • de gênero;
  • étnica;
  • de renda.

Além disso, defendem valores relacionados com as questões ambientais. Então para quem pretende conquistar a simpatia desse grupo, defender tais causas pode ser um grande diferencial para as marcas.

Como esses perfis se comportam no ambiente de trabalho?

Na última década, todos os olhares do mercado de trabalho estiveram concentrados somente nos millennials. Porém já está chegando a hora daqueles que nasceram em 1998 movimentarem a economia.

O natural é que jovens de 18 anos, representantes da geração Z, já estejam prontos para ingressar em uma universidade ou de alguma maneira no mercado de trabalho. Eles são os futuros colaboradores dos millennials.

E apesar de possuírem grandes semelhanças com seus antecessores, as duas gerações se diferenciam por vários motivos.

A geração Z é seguramente mais competitiva

A característica marcante dos millennials no trabalho é o seu espírito de equipe. Eles prezam por um ambiente cujo o intuito é a inclusão, defendendo a ideia de que as metas somente são alcançadas quando há a colaboração de todos. Seu lema é — a força do conjunto que impulsiona para o caminho do sucesso.

A geração Z, em contrapartida, pode ser definida pelo perfil de elevada competitividade. Eles têm plena consciência de que somente se tornaram profissionais bem-sucedidos trabalhando arduamente. Possuem disposição para dar o máximo de energia, no intuito de que os seus méritos sejam recompensados.

A geração Z supera os millennials na questão multitarefa

Para os empreendedores que pensavam que os colaboradores millennials se distraem facilmente — com leitura de e-mails ou textos — certamente ainda não começaram a trabalhar com os integrantes da geração Z.

Essa turma mais jovem vive em um mundo totalmente conectado, onde as interações são feitas em tempo real. As notícias se espalham por todos os cantos instantaneamente. E ao contrário do que muitos podem imaginar, eles possuem habilidade suficiente para lidar com essa vasta gama de estímulos.

Assim, contratar um funcionário que pertence a geração Z é o investimento perfeito para quem busca um profissional multitarefas. Eles conseguem concentrar-se profundamente em uma tarefa por um longo período de tempo. Sem deixar de passar alguns segundos verificando as atualizações no seu telefone.

Esse grupo de colaboradores ainda tem a capacidade de expandir suas atividades para além dos limites físicos da empresa. São aqueles que aproveitam qualquer tempo de espera para ler algum e-mail ou documento, acessam e cumprem com determinadas tarefas mesmo estando casa etc.

A geração Z é mais empreendedora

Como mencionado os membros da geração Z são altamente competitivos e não medem esforços para alcançar o seu sonhos. E desse ânimo independente, surge mais um ponto que os diferencia dos millennials. A geração Z está mais propensa a se aventurar em empreender um novo negócio.

Banner de eBook para emrpeendedores viverem seu sonho.

Sendo assim, os funcionários desta nova geração apresentam grande potencial para se transformarem em excelentes profissionais — a tendência aqui é que eles se dediquem para absorver todo conhecimento possível; eles não recuam diante dos desafios. Mas também encaram esse momento como uma oportunidade de se capacitar para iniciar o próprio negócio no futuro.

Apesar dos millennials apresentarem vários pontos em comum com a geração Z, podemos observar claramente que cada uma delas adota uma postura diferenciada.

Tanto para as relações de consumo quanto no modo de agir no seu ambiente de trabalho. É como se a geração Z configurasse uma evolução dos millennials. Para as empresas continuarem se comunicando com a mesma eficácia com a nova geração, é indispensável se adaptarem às suas peculiaridades.

O que achou do artigo? Ele foi útil para mostrar como se comunicar bem com as duas gerações? Então aproveite para compartilhar esse conhecimento nas suas redes sociais?

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