7 coisas do empreendedorismo tradicional que já não são mais as mesmas

Quando falamos em empreendedorismo, logo as pessoas pensam em abrir o seu próprio negócio, trabalhar como nunca e ganhar dinheiro. Esse conceito não está errado.

Porém, o empreendedorismo tradicional passou por muitas transformações e sua versão moderna pode deixar muitos empreendedores experientes para trás.

Desde o perfil de quem empreende até a visão da empresa se transformaram profundamente. Isso não significa que as empresas tradicionais não tenham espaço, mas se não seguirem as exigências dos consumidores e suas novas necessidades — tendem a desaparecer.

Quer descobrir que mudanças foram essas? Continue lendo para descobrir o que mudou no empreendedorismo tradicional e o que fazer para sobreviver a esse cenário.

1. O perfil dos empreendedores

Antigamente quem decidia empreender e abrir o próprio negócio eram profissionais maduros, que trabalham na mesma empresa por muitos anos e adquiriram conhecimento. Este perfil reunia o que se diz popularmente como “a voz da experiência”: juntaram dinheiro a vida toda e agora estavam estabilizados para ter o seu negócio.

Hoje, muitos dos empreendedores são jovens nascidos nas década de 80 e 90, a chamada geração Z. Muitos são recém-graduados (ou nem fizeram faculdade) e, não possuem muita experiência profissional. Mas têm uma ideia inovadora e querem investir nela.

Os novos empresários não querem seguir as regras tradicionais da maior parte das empresas e, por isso, buscam investir no próprio negócio.

2. A visão do empreendedor

O empreendedor tradicional abria uma empresa com o propósito de gerar receita. Afinal, era isso o que determinava sua existência. Por isso, muitas vezes o foco estava mais concentrado em formas de gerar lucro, do que necessariamente no desenvolvimento do produto. A empresa deveria crescer, ser renomada e ter planos de sucessão para a família do empreendedor.

Hoje, o empreendedor abre um negócio pensando em solucionar problemas. Sua motivação é perceber que existe uma oportunidade ou um gap no mercado e oferecer algo novo. O dinheiro acaba sendo uma consequência do trabalho bem-feito. Nem sempre é a visão de ser um milionário o que o faz levantar da cama todos os dias.

Existe uma preocupação com a inovação e mudanças rápidas aliadas a mentes criativas.

Se antes o empreendedorismo tradicional dizia que você precisava comprar produtos e serviços na loja, os novos modelos de negócio oferecem a mesma opção online.

Mobilidade, rapidez no atendimento e foco em resolver problemas de clientes trouxeram uma nova série de empresas baseadas no digital.

Você tem um problema? São grandes as chances de uma startup tentar resolver isso para você. Seja do celular, desktop ou tablet.

Você pode fazer até uma simulação de seguro na internet, com total segurança e em pouco tempo contratar o serviço. Nos moldes tradicionais, seriam telefonemas, visitas a várias corretoras e assinar um contrato via papel.

3. O perfil dos funcionários

Os funcionários deveriam fazer exatamente o que lhes era designado, sem autonomia para projetos e decisões. Uma sugestão de como fazer a mesma tarefa de uma forma diferente nem sempre era vista com bons olhos.

Atualmente, o que menos os empreendedores modernos estão em busca é de pessoas que apenas seguem processos. Colaboradores criativos e que consigam trazer novas soluções para os processos já existentes são disputados. A criatividade é um requisito valorizado e a autonomia de realizar a tarefa do modo como cada um achar melhor é bem-vinda — desde que os resultados esperados sejam atingidos.

4. A hierarquia

Ao olhar uma empresa tradicional, todo o poder de decisão está centralizado na mão do alto escalão, como gerentes, diretores e presidente. As regras são criadas de cima para baixo e devem ser seguidas por todos.

No empreendedorismo moderno, todos têm voz ativa, não importa o cargo que ocupem. Ao mesmo tempo em que podem opinar e decidir, também passam a ter mais responsabilidade.

5. Departamentalização

Empreendedorismo tradicional é sinônimo de crescer e dividir a empresa em áreas específicas. Cada departamento tinha o seu espaço, fazia as suas atividades e não havia muita troca entre setores. Opinar sobre um departamento que não era o seu era quase que uma ofensa. A integração entre as áreas era mínima, o que dificultava o trabalho, pois muitas vezes faltavam informações para que alguma área pudesse trabalhar.

Continuamos empreendendo com diferentes áreas e competências, mas não há uma linha rígida que as separe. Cada um continua com as suas atividades, mas a flexibilidade e integração fazem parte da rotina. As informações são compartilhadas e a todo momento há integração para que sejam encontradas soluções conjuntas.

6. Produção

A regra no empreendedorismo tradicional era produzir muito para tirar o máximo de lucro sobre o produto. Quanto maior o volume, mais bem vista era a área produtiva de uma empresa.

No empreendedorismo moderno, a quantidade produtiva também continua sendo um objetivo para quem vende produtos tradicionais e para a grande massa. Entretanto, é preciso que eles saiam com qualidade e uma visão única de produto, que não pode ser facilmente copiada.

Alguns empreendedores modernos prezam ainda mais pela qualidade e exclusividade. Nesse caso, a quantidade não importa, mas sim o diferencial que o produto oferece. É o caso da Ferrari, uma empresa tradicional que adaptou-se aos moldes modernos. Poucos carros são produzidos, mas os que saem da montadora tem alto desempenho e qualidade superior.

7. Recrutamento

Para contratar um novo funcionário, nos acostumamos a avaliar apenas o conhecimento técnico. No máximo, checamos histórico profissional, referências e finalizamos com uma entrevista.

Não havia um processo seletivo muito criterioso. Era avaliado se o futuro colaborador já sabia fazer o trabalho e o quanto deveria ser treinado para ocupar o cargo. Possivelmente por vários anos, pois sua permanência na empresa era de longo prazo. Via de regra, até se aposentar.

Guia da Liderança

No empreendedorismo moderno, o processo seletivo não avalia apenas o conhecimento teórico e experiências profissionais dos candidatos. O recrutamento se tornou muito mais abrangente: avaliamos as competências individuais e características em comum com a cultura da empresa. A empresa não ensina tudo o que o colaborador precisa saber, apesar de não deixá-lo desamparado, mas muito do conhecimento deve partir dele.

Hoje as empresas estão em busca dos melhores e sabem que precisam estabelecer políticas para reter o capital humano, porque não há mais a fidelidade com uma organização. A partir do momento que ela deixa de oferecer o que os colaboradores esperam, esses não temem em trocar de empresa.

Por exemplo, no caso de uma seguradora, o corretor de seguros que já tenha uma lista de clientes e conhecimentos em softwares de seguro de carros, terá seu diferencial diante de outro que tenha apenas o curso de corretor. E sem dúvidas, este profissional será disputado.

Essas são apenas algumas das coisas do empreendedorismo tradicional que hoje em dia mudaram. Quais outras você destacaria? Comente e participe 🙂

Texto produzido pela equipe Smartia.

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