DEMOKRAZIA na Catalunha e a Teoria do Caos

Uma borboleta bate asas em Barcelona… um bomba explode na Coréia do Norte

“Não seremos intimidados. Não é sobre a independência, é sobre os nossos direitos” — Ada Colau prefeita de Barcelona

Mais de 700 prefeitos se reúnem em Barcelona pela independência catalã

E a União Europeia?

Catalunha. Juncker sugere que a UE pode vir reconhecer resultado do referendo

A que se lembrar que não foi só o escoceses que levaram um belo chifre da coroa britânica, a UE depois apoiar a campanha de terror estatal na Escócia: se sair da Espanha, vai ter que sair da EU- acabou ela mesmo depois dando um BREXIT neles… Ademais para as pretensões do tecnocrata que quer uma UE com mais cara de Estados Unidos, do que União de Estados, quando mais fragmentados os Estados-Nações melhor.

Quanto a Espanha, mesmo essa tendo poder de veto, o critério ou os interesses que movem a união européia não são os geopolíticos, mas os econômicos financeiros, leia-se: os interesses de mercado. Ou seja, se a Catalunha vier a se tornar independente a Espanha vai ter que engolir se a União Europeia quiser. E o querer da UE é uma questão de geopolítica, mas de mercado. Por isso que a batalha decisiva da coroa Espanha é no agora e não no depois. E entre preservar o jogo de aparências da democracia liberal ou manter autoritariamente o poder de fato é evidente que eles vão rasgar a fantasia e mandar a civilidade, a democracia e o direito as favas e se agarrar ao autoritarismo e o poder de fato , afinal melhor ter um reino nu do que ser um joão sem terra.

Mas e “nóis” com isso? Com um nação e uma democracia ainda mais pobre e podre, porque deveríamos estar preocupado com a Catalunha? Fora que solidariedade não doí nada, ao contrário do que pensa e vende ainda muito cientista político picareta preso a analises cartesianas lineares, o mundo geopolítico funciona como o clima; é uma rede complexa,dinâmica e caótica, onde as mais ínfimas perturbações, podem provocar alterações gigantescas em todo o sistema, alterações quase sempre imprevisíveis, mas, as vezes, nem tanto. Catalunha tem “apenas” 7,5 milhões de seres humanos mas é para o centro do sistema geopolítico mundial o que é o cerrado para o ecossistema brasileiro… não chama a atenção como o Pantanal e Amazônia, mas se sair do equilíbrio termodinâmico fode como todo o sistema, provocando uma reação em cadeia, como se fosse um terremoto.

Como disse a prefeita de Barcelona não é a emancipação da Catalunha é uma questão de direitos, e direitos são mais fortes que as leis do universo geopolítico, eles são suas forças elementares, suas forças constituintes.

Minha atenção portanto está voltada para a Catalunha, primeiro porque ela não só funciona como uma espécie de bioindicador do sistema geopolítico mundial, mas é uma espécie de grande Campi Flegrei, um supervulcão do mundo geopolítico, porque debaixo desta questão catalã a tera e teratoneladas de história fervente pronta para explodir de novo. E como em Nápoles vem dando todos os sinais de plena atividade há algum tempo (fumaça, gases tóxicos, pressão da caldeira):

Supervulcão associado com extinção dos Neandertais mostra sinais de vida

Porém isto não quer dizer que vai necessariamente explodir numa guerra civil, assim como não necessariamente a próxima guerra decaíra para a guerra convencional. Ademais o campo de testes da “próxima” grande guerra é outro é já explodiu: o Oriente Médio, mais especificamente a Síria. É lá que o “teatro de operações” das potencias grandes potencias foi armado para medirem suas forças. E por isso, não, qualquer semelhança não é mera coincidência, é genocídio mesmo.

Brasileiros na Guerra Civil Espanhola

Não é portanto, também coincidência nem conspiração que da ultima vez que a Catalunha entra em atividade a lava dos conservadores e reacionários fundamentalistas religiosos e autoritários brotam das tumbas, e bombas e guerras interrompem abruptamente as primaveras dos povos antes que elas cheguem para alterar o ao eterno inverno do centro do mundo.

Conspiracionistas pensam de forma plana, quadrada e linear enxergam nisto um grande plano dos donos do mundo para frear a… a emancipação dos povos. Não essa rede de causas e consequências é muita mais complexa (e imprevisível) do que podem imaginar a vã filosofia dos teóricos conspiracionistas ou dos próprios conspiracionistas em suas cimeiras sob holofotes ou nos porões de palácios. Uma rede de tramas tão complexa, que prende até mesmo aqueles que tramam em seus fios, fazendo com que o sistema entrópico “ganhe” comportamento ou auto-indeterminação própria.

É por isso que quando um povo se levanta com esperança em qualquer lugar do mundo- não necessariamente no mesmo mas em outro- alguém com bomba (um tirano ou terrorista) explode alguém que está em paz. Porque a relação de liberdade-respeito entre A e B ofende (e quebra) a relação de poder-submissão entre C e D. Porque a liberdade assim como informação enquanto força elementar viaja mais rápido que a velocidade da luz, e quando um spin se inverte em Tóquio o outro gira também em São Paulo e vice-versa. Ou mais precisamente nem a liberdade nem a informação viajam, elas mudam a forma do campo, porque a liberdade-informação enquanto força elementar são o próprio campo deste espaço-tempo . Mas isso já não é nem outra história é (meta)física.

Mais fácil é trabalhar sendo superstição mesmo. E quem estuda a história tende a desenvolver um comportamento supersticioso, de que basta haver levante independentistas, emancipacionistas e populares que em reação ressurgem como ervas daninas os racistas, eugenistas, fundamentalistas religiosos, ultranacionalistas com suas censuras, guerras entre impérios, potenciais e pátrias. E dá-lhe gente que nunca sequer se viu na vida, se odiando e matando… uma geração inteira de moleques que não vai chegar nem aos 20 e poucos anos abortada a bala em trincheiras. Como nas periferias só que mais rápido e eficiente, funcionando como uma espécie de válvula de escape a pressão explosiva do sistema…

Eu particularmente tenho uma crendice minha movido por esse pensamento supersticioso muito forte: antes da Catalunha ou qualquer outro região geopotencialmente estratégia para qualquer uma das potencias muitas outras válvulas de escape vão ser ou simplesmente deixar que sejam abertas. Ou seja muita gente que não é considera gente ainda vai morrer antes de vermos um Grã-Bretanha dividida, um Estados Unidos da America separado, ou Catalunha separada da Espanha. Ou mais precisamente o resto a margens do sistema explodem antes do centro implodir. Africa, Oriente Médio, Asia, América latina, as periferias do sistemas, as buchas de canhão vão ter que se arrentar primeiro, literalmente quebrar em todos os sentidos- políticos e econômicos e militar -antes deles e antes que as crises politicas econômicas e militares e humanitárias quebrem qualquer um dos países do centro sistemas no centro. Salvo esteja eu superestimando a Espanha, e a velha coroa já tenha entrado em decadência haja visto que não pertence nem ao G7, nem ao é conselho de segurança da ONU (como membro permanente). Ou o que dá no mesmo, os demais países estejam subestimando sua importância, inclusive simbólica para a propaganda da sua cultura de supremacia e poder. Mas isso já é um problema deles eles que são estadistas e que se entendam.

Mas como eu disse isso é um pensamento supersticioso cada vez mais ultrapassado até porque a informação viaja cada mais próximo da velocidade elementar da liberdade fundamento tanto do universo das coisas quanto do nosso conhecimento sobre elas.

Logo podemos não saber exatamente quando ou onde um fundamentalista religioso um estadista psicótico ou extremista politico (ou alguém que combine as todas essas coisas coisas) vai jogar uma bomba em algum lugar, e e quase nunca o suficiente para para evitar. Mas sabemos que entre o bombardeio de um casamento em Cabul ou de um pais inteiro e um maluco atropelando pessoas a esmo ou um fazendo testes com misseis sobre as cabeças de uma outra nação inteira há uma relação de causa e efeito que embora caótica e complexa ao contrário do clima não há dúvidas: o fator determinante de longe é o homem. O homem e não a natureza humana, porque os estúpidos e belicosos que me perdoem posso ser um filho-da-puta, mas o pathos deles não é o pathos nem muito menos o meu ethos.

Por isso quando bate a borboleta babe asas em Pequim e neva um tempestade em Nova Iorque, a causa da tempestade não é propriamente o voo da borboleta. Porque quem é brasileiro sabe caos assim não se improvisa… é preciso muita ordem e progresso em toneladas de duplipensamento, hipocrisia, ou idiotia em estado puro mesmo para conseguir


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